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Mostrando postagens com o rótulo transtornos alimentares

Onde, onde, onde eu estive?

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Cabelo novo que já está velho Três meses sem uma única palavra aqui, uau. Se eu sentar e tentar conceber quanto tempo são três meses, não consigo. De fato, se tentar conceber quanto tempo são duas semanas, não consigo. Tempo se tornou uma noção difícil para mim. Bem, já era, mas costumava ser um vazio completo e eu não me importava; agora, é como se eu estivesse sempre pensando "Eu deveria saber, eu deveria saber" e as palavras formassem um emaranhado de resposta nenhuma. É bem assustador se eu der espaço para isso na minha cabeça. Neste intervalo de três meses, as coisas foram agitadas. Sair de recaídas é um pesadelo. Dói – não há outra palavra, nada mais poético para dizer; simplesmente dói. Mas eu fiz e, pelo menos na minha percepção, minha relação com a comida evoluiu muito. Não sei a equipe pensa. Acham que fiz progresso? Ou que eu não estou fazendo o suficiente? Não faço ideia. Se começar a pensar, fico triste, então é melhor ignorar. Mas eu sinto que progredi....

Última semana de 2017 e Ano Novo

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Olá a todos! Como estão? Espero que tenham tido uma boa vinda de ano novo. Passei com meus pais e irmãos em casa. Minha avó nos visitou, mas estava muito cansada para esperar até a meia-noite, então voltou para casa. Minha irmã foi à praia com seus amigos. Mas quero escrever sobre a última semana de 2017, porque é difícil para mim. Não é apenas Natal e véspera de Ano Novo, mas também aniversário do meu pai (26) e da minha irmã (30). Vou ser rápida sobre isso, já que tudo que quero é atualizar em relação a como as coisas estão indo. No Natal, sofri um pouco com as rabanadas. Eu adoro e por isso é assustador. Sempre tenho medo de querer comer mais. Além disso, tem bastante açúcar. Ainda tenho problemas com o açúcar, apesar de estar trabalhando nisso com o tempo. Planejei comer só uma, mas estava tão gostoso que comi duas. Minha irmã me encorajou a comer outra, então comi. Isso causou sentimentos mistos, mas fiquei feliz por me desafiar. No dia seguinte, foi aniversá...

Sobre os últimos dias (ou meses)

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Olá a todos. Em primeiro lugar, muito obrigada por todas as pessoas que leram meu último post. Eu não esperava tantas leituras, em especial porque faz menos de duas semanas desde que escrevi. Isso é um choque. Mas não sei se perceberam: eu não disse nada sobre como a recuperação está em relação à comida. Então, gostaria de escrever sobre isso agora. Algum tempo atrás, eu comecei a perder peso mais uma vez. Comecei a cair daquele ponto e, agora, não estou bem. Apesar de ter tentado, não sei qual foi o gatilho. Minha equipe está preocupada. Isso causou muitas sessões de terapia difíceis e minha nutricionista tentou jeitos diferentes de me ajudar, mas nada parece funcionar. Não estou feliz com isso. No último dia no hospital, prometi à psicóloga que tudo ficaria bem. Disse que funcionaria. Minha nutricionista preparou um plano de refeição detalhado e disse ao meu pai que eles deveriam ficar responsáveis por preparar minha comida e ter certeza de que eu comi. Mas as co...

Lições que aprendi em 2017

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Então, hoje foi meu último dia no hospital este ano. Eu quase não dormi ontem à noite porque estava tão ansiosa. Não queria dizer tchau. No ano passado, também foi difícil, mas por outra razão. Eu sabia que não estava pronta para ficar sozinha. Sabia que ainda estava instável, impulsiva demais. Sabia que algo daria errado (e deu). Este ano, é um sentimento completamente diferente: eu não queria dizer tchau porque vou sentir falta da equipe. Aquele lugar se tornou minha segunda casa. Minha equipe se tornou minha amiga. Só nos vemos uma vez por semana, nos falamos uma vez por semana, mas sei que pensam em mim nos outros dias, e eu penso nelas todos os dias, colecionando momentos e sentimentos que eu quero contar a elas. Mais importante, eu valorizo minha honestidade para com elas. Sou aberta. Eu não minto. Acredito em sua boa vontade, confio totalmente nelas. Isso me deixa extremamente vulnerável, e vulnerabilidade é difícil para mim. (Pronta para ir ao hospital e o presen...

A diferença entre fazer dietas e a anorexia

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Esta postagem me foi requisitada há meses via Twitter, mas eu nunca tive a energia para fazê-la. Esta é uma questão muito delicada e polêmica, e também muito confusa para a maioria das pessoas, então eu não queria escrever algo de forma desleixada. Em primeiro lugar, você deve ter notado, através de minhas postagens antigas, que eu não acredito que haja uma "forma saudável de fazer dietas". Para mim, as dietas, neste sentido da palavra, são sempre perigosas e nunca saudáveis. Isso é porque, em geral, dieta significa comer menos do que o seu corpo precisa e se privar de alimentos que lhe dão prazer. Assim, vejo dietas como inerentemente perigosas, tanto para o corpo quanto para a mente, e eu sei que cada vez mais nutricionistas estão chegando a um ponto de concordar com isso (como a Nathália Petry e a Andreia Meireles ). Fazer dieta por um período de tempo e perder peso não significa que vá se manter tal peso, porque as dietas não são sustentáveis. Como já me...

Compreendendo a "voz" de um transtorno alimentar

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Eu tenho tentado escrever este artigo por mais de uma semana. É um tópico sensível e difícil de explicar, mas essencial para que se compreenda a natureza e as ferramentas manipuladoras de um transtorno alimentar. Muitos sofredores de transtornos alimentares têm medo de admitir abertamente que ouvem vozes em suas cabeças. No entanto, é um sintoma da doença: ouvir uma voz que parece pertencer a uma pessoa diferente, que faz sugestões e comentários cruéis, manipulando a percepção que o doente tem de si mesmo. Compreender que existe, de fato, uma voz manipuladora que ora sussurra, ora grita na sua cabeça é importante por duas razões: em primeiro lugar, explica como a doença alimenta a si mesma através do constante domínio sobre o paciente, e segundo, porque explica por que é tão comum que pacientes deem à doença um status semelhante à condição de um ser humano próprio, referindo-se a ela como uma pessoa própria, com características e reações humanas. Não é incomum encontrar pessoa...

Criatividade durante a recuperação de um transtorno alimentar

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A coisa com transtornos alimentares é que são coisas que usamos para lidar com nossas emoções. Os comportamentos doentios são formas de suprimir ou encontrar alívio para emoções que nos fazem sentir mal: principalmente frustração, ansiedade e medo, que levam à necessidade de controle e à procura de uma maneira de "merecer" coisas boas e prazerosas, através de um determinado padrão definido como sendo ideal. É por isso que estou sempre dizendo que não são sobre a comida e o peso, nem sobre desejo de ser magro, mas o reflexo complexo de emoções intensas com que não conseguimos lidar. Desta forma, além de compreender o que essas emoções são e por que têm um poder tão grande sobre nós, a fim de nos recuperarmos, precisamos aprender habilidades saudáveis de enfrentamento. Primeiro, vamos falar sobre o que são habilidades de enfrentamento . De acordo com a Wikipedia , é a habilidade de "investir o próprio esforço consciente, resolver problemas pessoais e interpessoais, a...

Semana de Conscientização sobre Transtornos Alimentares

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Hoje marca o início da Semana de Conscientização sobre Transtornos Alimentares . Passei o dia inteiro tentando escrever algo, mas as coisas não saíram muito bem. Acabei chorando e sentindo que não há nada que eu possa fazer para mudar minha situação, nem para ajudar qualquer outra pessoa. Senti-me impotente, e minha própria existência perdeu o sentido, porque eu tenho feito do meu ativismo a minha razão para continuar lutando por mim mesma. Mas estou tentando de novo. Isto é, a propósito, uma lição que me foi ensinada através da recuperação: sempre tente novamente se, no fundo, você acreditar que vale a pena. Aqui vamos nos! A Semana de Conscientização sobre Transtornos Alimentares é, na verdade, algo dos Estados Unidos. Eles têm todos os anos, mas nós não. Decidi participar este ano, com as pessoas de todo o mundo que estão a transformar isso num evento internacional (o que eu espero que se torne). É hora daqueles lutando contra um transtorno alimentar, e seus amigos, e...

Vegetarianismo e veganismo em transtornos alimentares

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Eu sou vegetariana. Antes de começar minha recuperação "oficial" com uma equipe de tratamento, eu automaticamente precisei considerar a possibilidade de ter que quebrar minha dieta vegetariana e comer carne. Eu acreditava que meu vegetarianismo não era influenciado pela anorexia nervosa, e que me tornara vegetariana porque eu cresci no campo, cercada por animais, e comê-los sempre me fez sentir horrível. No entanto, eu estava ciente de que a minha percepção de minhas próprias ações poderia ser influenciada pela doença. Eu pensei "Se me disserem que preciso comer carne, então eu vou ter que fazê-lo". Era um grande medo meu, mas estava determinada a fazer o que a equipe sugerisse. Quando eu estava sendo entrevistada na triagem, eu disse que era vegetariana. Foi-me perguntado "Por quê?" Mesmo depois que comecei o tratamento, nas primeiras semanas, fui questionada várias vezes por minha nutricionista e terapeuta, mas também por minha endocrinologista e...

Expectativas versus realidade

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A decisão inicial de se recuperar de um transtorno alimentar vem com um monte de trabalho mental. É preciso muita coragem, e causa grande ansiedade, dizer, pela primeira vez, "Eu vou me recuperar". Ao longo do processo de recuperação, esta decisão tem de ser feita uma e outra vez mais, às vezes várias vezes ao dia. Mas o que a maioria das pessoas não percebe, pessoas que nunca tiveram um transtorno alimentar, e o que torna tão difícil entender por que tantas pessoas vão contra a recuperação, é o fato de que a recuperação e seguimento através dela são realmente um salto de fé. Parte do que torna a recuperação tão assustadora é não saber para onde nos levará. Para alguém com um transtorno alimentar, esse modo de vida, os comportamentos doentes e pensamentos, são a única coisa que conhecem: a única maneira de existir. Em certo sentido, a ideia da recuperação é muito semelhante à ideia da morte. Quando pensamos sobre a morte pela primeira vez, quando somos novos e perce...

Imagem corporal e transtornos alimentares em homens

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Os transtornos alimentares costumavam ser conhecidos como um "problema das mulheres". O retrato clássico de alguém com um transtorno alimentar é uma garota branca muito magra. A maior parte do material sobre transtornos alimentares que não é escrito em línguas neutras em relação ao gênero (como o inglês) trata pacientes com transtornos alimentares no feminino quase como uma regra. Pesquisas e estudos geralmente incluem apenas mulheres. Por esta razão, os homens com transtornos alimentares são, mais frequentemente do que não, ofuscados. A maioria sequer procura tratamento. No entanto, os poucos dados disponíveis mostram que homens representam 25% dos pacientes com anorexia nervosa e bulimia nervosa e 36% dos pacientes com transtorno de compulsão alimentar. Não são números a se ignorar. Embora a pressão social sobre as mulheres seja realmente maior, há também um monte de expectativas e visões doentes e injustas sobre homens e a masculinidade, que podem levar à baixa aut...

Mitos sobre transtornos alimentares

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Transtornos alimentares são sobre o peso e o corpo Enquanto pode parecer a resposta óbvia para aqueles que se perguntam por que transtornos alimentares ocorrem, é de fato uma resposta limitada e superficial para uma pergunta muito complexa. Transtornos alimentares são, acima de tudo, doenças mentais com intrincados padrões psicológicos que não devem ser ignorados. As causas e implicações psicológicas de um transtorno alimentar variam de paciente para paciente e é por isso que nenhum tratamento pode ser considerado totalmente eficaz para tratar todos os transtornos alimentares e todos os pacientes. Tamanho corporal e peso são o melhor indicador de um transtorno alimentar Novamente, transtornos alimentares são doenças mentais e aparências podem ser enganadoras. Embora um baixo peso faça parte dos critérios de diagnóstico para a anorexia nervosa, não faz parte dos critérios para diagnosticar bulimia nervosa e transtorno de compulsão alimentar, que também são perigosos e p...

Esconder comida como um sintoma de transtornos alimentares

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Alguns sintomas de transtornos alimentares, especialmente anorexia nervosa, resultam da experiência de fome extrema. Estes sintomas funcionam como estratégias de sobrevivência, uma forma de o cérebro responder ao perigo de morte. Comer rapidamente em pouco tempo, recusa ou irritação quando forçado a compartilhar a comida com outros ou ter episódios de compulsão alimentar ao ponto de vomitar (sem forçar) são alguns deles. No entanto, um dos sintomas menos explicados é roubar e esconder comida. Quando eu estava mais doente, entre janeiro e abril do ano passado, desenvolvi esse hábito. Começou mais cedo, no entanto, através da separação da comida que eu iria comer da comida que o resto da minha família comeria. Eu colocava minha comida em uma porta diferente do armário da cozinha e ficava extremamente irritada se alguém comesse alguma coisa de lá, além de usar isso como uma desculpa para não comer nada como substituição. A única comida que eu tinha "permissão" para come...

Coisas que eu gostaria que minha família soubesse sobre minha luta com um transtorno alimentar

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Distúrbios alimentares afetam todas as áreas da vida, mas uma que é especialmente afetada é o seu relacionamento com sua família. Lembro quando estava profundamente em minha doença e passava todos os meus dias no meu quarto, mal falando com ninguém. Sempre que meus pais me pediam para comer, eu dava uma desculpa ou comia sozinha. Lembro de quando estava começando a recuperação e tive dias realmente ruins quando não queria comer nada. Eu quase fiz minha mãe chorar. Um dos sintomas que experimentei quando meu peso estava realmente baixo e a minha ingestão era severamente limitada foi a paranoia. Eu estava constantemente preocupada com o que colocavam na comida que me faziam comer. Eu pensei que estavam tentando me forçar a ganhar peso, a engordar. Sentia que minha família estava trabalhando para me destruir. É difícil, porque eu sou uma pessoa muito lógica. No entanto, naquela época não havia absolutamente nada de lógico sobre mim. Fui tomada pela doença. Minha relação com minha...