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Mostrando postagens com o rótulo criatividade

Work In Progress: Recuperação e "Get Hurt"

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Os efeitos do ataque de pânico que eu tive na noite de quinta-feira, e ontem à noite estão pesando em mim. Sinto que não há nada a fazer além de dormir até que o intenso sentimento de fracasso e solidão suma. No entanto, eu sei que dormir não vai resolvê-lo (provavelmente), e que eu estou ativamente indo contra o que faria isso parar: depois do episódio na noite de quinta-feira/sexta-feira de manhã, mas principalmente depois do que aconteceu ontem à noite (a realização de que a realidade não aconteceu da maneira que me lembro, o que me levou a pensar - de novo - que sou uma mentirosa compulsiva que não merece nada de bom), estive evitando pessoas e parei de comer outra vez. Hoje, meus pais me encurralaram na cozinha para me fazer almoçar. Não tinha comido nada consistente desde sexta-feira, e ainda assim fiz exercícios no início desta manhã. A consequência foi tontura, palidez, péssimo humor, incoerência na fala, pensamentos constantes sobre comida, um sabor perma...

Coisas que ganhei com a recuperação

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É muito fácil para mim, na depressão, me perder em pensamentos sobre tudo o que estou perdendo porque estou me recuperando da anorexia nervosa e do transtorno bipolar. Estou perdendo meu corpo magro. Estou perdendo meu peso baixo. Estou perdendo a admiração de pessoas que queriam ser como eu, perdendo a profusão de palavras, minha extrema criatividade, perdendo minha identidade. É assim que me sinto sobre a coisa toda de recuperação certas vezes e é um assunto frequente nas minhas consultas com toda a minha equipe de tratamento. No entanto, eu costumo ouvir delas duas coisas: 1. O que você sente não necessariamente condiz com a realidade; e 2. Coloque na balança: o que tinha antes, o que você tem agora e qual a importância de cada uma dessas coisas para o que você quer da sua vida. Hoje, depois de escrever o post anterior, notei algo: neste dia no ano passado, eu considerei tentar me matar porque, depois de meses caindo cada vez mais fundo, minha família ainda não acre...

Compreendendo a "voz" de um transtorno alimentar

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Eu tenho tentado escrever este artigo por mais de uma semana. É um tópico sensível e difícil de explicar, mas essencial para que se compreenda a natureza e as ferramentas manipuladoras de um transtorno alimentar. Muitos sofredores de transtornos alimentares têm medo de admitir abertamente que ouvem vozes em suas cabeças. No entanto, é um sintoma da doença: ouvir uma voz que parece pertencer a uma pessoa diferente, que faz sugestões e comentários cruéis, manipulando a percepção que o doente tem de si mesmo. Compreender que existe, de fato, uma voz manipuladora que ora sussurra, ora grita na sua cabeça é importante por duas razões: em primeiro lugar, explica como a doença alimenta a si mesma através do constante domínio sobre o paciente, e segundo, porque explica por que é tão comum que pacientes deem à doença um status semelhante à condição de um ser humano próprio, referindo-se a ela como uma pessoa própria, com características e reações humanas. Não é incomum encontrar pessoa...

Criatividade durante a recuperação de um transtorno alimentar

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A coisa com transtornos alimentares é que são coisas que usamos para lidar com nossas emoções. Os comportamentos doentios são formas de suprimir ou encontrar alívio para emoções que nos fazem sentir mal: principalmente frustração, ansiedade e medo, que levam à necessidade de controle e à procura de uma maneira de "merecer" coisas boas e prazerosas, através de um determinado padrão definido como sendo ideal. É por isso que estou sempre dizendo que não são sobre a comida e o peso, nem sobre desejo de ser magro, mas o reflexo complexo de emoções intensas com que não conseguimos lidar. Desta forma, além de compreender o que essas emoções são e por que têm um poder tão grande sobre nós, a fim de nos recuperarmos, precisamos aprender habilidades saudáveis de enfrentamento. Primeiro, vamos falar sobre o que são habilidades de enfrentamento . De acordo com a Wikipedia , é a habilidade de "investir o próprio esforço consciente, resolver problemas pessoais e interpessoais, a...

Como problemas de criatividade alimentaram minha anorexia

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Eu estava planejando e começando a escrever um artigo chamado  Criatividade e transtornos alimentares: o papel das artes na recuperação . Provavelmente, o artigo sairá em algum momento, mas preferi adiá-lo e tratar de algo que caiu na minha frente durante as pesquisas para escrevê-lo. Ao pesquisar sobre o efeito positivo do uso de atividades criativas durante a recuperação de um transtorno alimentar, esbarrei com um artigo chamado Creativity and Eating Problems . Pensando que encontraria algo completamente diferente, abri-o, mas fui atingida pelo que li. Em suma, no artigo, Karen Koenig diz que muitos de seus pacientes que se queixam de "falta de criatividade", se não estão sendo permanentemente produtivos o tempo todo, têm uma sensação de culpa. Como uma pessoa das artes eu mesma, as palavras me atingiram quando as li, porque me queixar da "falta da creatividade" é algo que faço demasiado frequentemente - e eu estou dolorosamente familiarizada com a culpa ...