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Mostrando postagens com o rótulo recuperação

Gratidão e Desafios

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Olá, todo mundo! Como estão? Eu sinto muito pela ausência. Na verdade, eu deveria parar de dizer isso. É tão frequente, haha! Na esquerda, minha irmã!! Ontem foi aniversário dela, então escolhi esta maravilhosa foto da Débora (a.k.a. eu) cheirando o cabelo da irmã para encerrar o ano. Parabéns, de novo! 29 anos, é isso aí! + + + + + Devo dizer que não tenho me saído muito bem em relação ao meu transtorno alimentar. Como mencionei no meu último post, tive que dizer adeus à minha antiga psicóloga, a quem eu era muito (muito) apegada. Isso também coincidiu com a confirmação de que eu não poderia ir para a universidade apesar de todos os meus esforços, e a notícia de que eu teria que mudar para uma casa diferente. Eu não lido bem com mudanças, então isso foi mais do que suficiente para me deixar muito estressada. Além disso, também tive problemas com a psicóloga que vi depois, como também escrevi. Atualmente, estou vendo outra psicóloga na Santa Casa da Misericórdia. E...

Eu não quero voltar

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Olá, olá. É o último dia de julho e a próxima semana será um marco importante na minha recuperação. Eu vou escrever sobre isso mais tarde (o que significa que não hoje), mas também quero compartilhar outras coisas que estão acontecendo. Se parar e pensar, não são muitas coisas, mas por alguma razão parece que é um monte se acumulando e eu tenho que encontrar uma forma de equilibrar tudo nas mãos. Cabeça De Coração é o meu nome Mas não estou reclamando. Eu mudei, evoluí, virei em uma pessoa diferente. Ou, ainda, não uma pessoa diferente, mas uma versão polida da pessoa que já era. É difícil acreditar que, há dois anos, eu estava começando o tratamento com o resto da equipe (já estava em tratamento psiquiátrico desde maio), e agora as coisas estão assim. Assim . Não parece verdade. Quando estou me sentindo bem, dá até para duvidar um pouco. Mesmo quando estou sentada sem sentir nada em particular, fico grata por não estar muito incomodada com isso. É desconfortável, ma...

Dia Mundial de Alerta para os Transtornos Alimentares no CETTAO

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Hoje, tivemos um evento na Santa Casa da Misericórdia, destinado a profissionais de saúde e estudantes, familiares e pacientes, para ampliar a conscientização sobre os transtornos alimentares. Junho é aquele mês do ano, e hoje foi especial para mim por alguns motivos. Mesmo tendo passado mais de 13 horas do dia me concentrando nos transtornos e no tratamento de uma forma ou de outra (desde o momento em que acordei até o momento em que cheguei em casa), estou realmente feliz por ter acontecido assim, e grata também. Já faz muito tempo desde a última vez que participei de qualquer evento desse tipo, o que me levou de volta aos tempos da escola normal e trouxe um monte de memórias e sentimentos que me causam alegria e náusea, então não é uma boa coisa, na verdade. De todo modo, hoje estou feliz, porque, felizmente, entre outras coisas, a escola acabou! (haha) Enfim. Estou cansada, cabeça caindo do pescoço, mas quis escrever, pois algumas coisas marcaram o evento para mim. O t...

Onde, onde, onde eu estive?

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Cabelo novo que já está velho Três meses sem uma única palavra aqui, uau. Se eu sentar e tentar conceber quanto tempo são três meses, não consigo. De fato, se tentar conceber quanto tempo são duas semanas, não consigo. Tempo se tornou uma noção difícil para mim. Bem, já era, mas costumava ser um vazio completo e eu não me importava; agora, é como se eu estivesse sempre pensando "Eu deveria saber, eu deveria saber" e as palavras formassem um emaranhado de resposta nenhuma. É bem assustador se eu der espaço para isso na minha cabeça. Neste intervalo de três meses, as coisas foram agitadas. Sair de recaídas é um pesadelo. Dói – não há outra palavra, nada mais poético para dizer; simplesmente dói. Mas eu fiz e, pelo menos na minha percepção, minha relação com a comida evoluiu muito. Não sei a equipe pensa. Acham que fiz progresso? Ou que eu não estou fazendo o suficiente? Não faço ideia. Se começar a pensar, fico triste, então é melhor ignorar. Mas eu sinto que progredi....

Uma boa semana

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Por causa do meu tratamento ser a minha referência principal, minha semana começa às terças e termina às segundas. Mas, com a comida, minha semana começa às quartas e termina as segundas, porque são os dias entre as consultas, ou seja, os dias que tenho para fazer as mudanças necessárias, trabalhar para ganhar peso e colocar o que eu aprendo em prática. Também é o período que tenho para trabalhar no meu humor e outros problemas psicológicos, então é muito trabalho, mas se você tem um transtorno alimentar de qualquer tipo, você sabe do que estou falando. É sempre trabalho intenso, trabalho intenso. A semana passada foi muito boa para mim, no que diz respeito à comida. Eu comi bastante (a psicóloga e a nutricionista pediram para eu lembrar que não estava comendo "muito", mas "melhor") e, honestamente, não foi tão desconfortável. Houve alguns momentos em que me senti cansada de comer e uma ou duas vezes eu sofri um pouco, mas em geral era bastante fácil. Não me...

Quem sou eu sem a anorexia?

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Eu tenho me sentido com muito sono. Talvez seja porque está chuvoso e cinza o dia todo, ou só o meu corpo reagindo ao aumento da quantidade de comida, se é que isso pode acontecer. Eu acho que estou melhorando, mas parece que tenho apenas mantido o meu peso, em vez de ganhar, o que não é bom. Eu estou tentando beber meu suplemento com mais frequência (minha nutricionista me fez rir esta semana quando falou comigo sobre isso, mas foi incisiva: devo beber meu suplemento! Apesar de ter um gosto horrível, sabe.) Tenho pensado muito sobre a anorexia. Sobre como me sinto. Tenho medo de perdê-la? Com medo de deixá-la? Estou preocupada que não saiba quem sou sem ela? São perguntas antigas, perguntas que tinha antes do tratamento, mas que são vocalizadas de vez em quando na terapia. É uma questão importante a ser discutida. E uma questão importante a ser pensada. Tenho pensado muito e... Creio que posso dizer que, com o passar do tempo, estou ficando menos assustada e mais animada. Eu me d...

Encontrei meus amigos na manhã passada

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Este vai ser um post longo. Se quiser algo mais objetivo, aconselho a ir direto para a lista com marcadores ali embaixo! Eu estava ansiosa por ontem. Por um mês inteiro, não consegui parar de pensar em ver a equipe de novo. Muitas vezes, disse a uma amiga: "Não posso fazer isso sozinha, eu preciso delas". Quando as coisas ficaram muito difíceis, não pela comida, mas por causa de certas obsessões que tenho, segurei, com as duas mãos, perto do coração, a turmalina negra que minha nutricionista me entregou. Quando tive que me acalmar e esperar que pensamentos ruins passassem, fingi falar com a psicóloga. E minha psiquiatra sempre estava por aqui, para me lembrar de que não vou voltar para a enfermaria psiquiátrica toda vez que me senti assustada e ansiosa por causa disso (o que aconteceu muitas, muitas vezes). A verdade é que são, como meu pai e eu falamos algumas vezes desde há alguns meses, realmente anjinhos na minha vida. Confio nelas tão inteiramente. Sei que não...

Última semana de 2017 e Ano Novo

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Olá a todos! Como estão? Espero que tenham tido uma boa vinda de ano novo. Passei com meus pais e irmãos em casa. Minha avó nos visitou, mas estava muito cansada para esperar até a meia-noite, então voltou para casa. Minha irmã foi à praia com seus amigos. Mas quero escrever sobre a última semana de 2017, porque é difícil para mim. Não é apenas Natal e véspera de Ano Novo, mas também aniversário do meu pai (26) e da minha irmã (30). Vou ser rápida sobre isso, já que tudo que quero é atualizar em relação a como as coisas estão indo. No Natal, sofri um pouco com as rabanadas. Eu adoro e por isso é assustador. Sempre tenho medo de querer comer mais. Além disso, tem bastante açúcar. Ainda tenho problemas com o açúcar, apesar de estar trabalhando nisso com o tempo. Planejei comer só uma, mas estava tão gostoso que comi duas. Minha irmã me encorajou a comer outra, então comi. Isso causou sentimentos mistos, mas fiquei feliz por me desafiar. No dia seguinte, foi aniversá...

Sobre os últimos dias (ou meses)

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Olá a todos. Em primeiro lugar, muito obrigada por todas as pessoas que leram meu último post. Eu não esperava tantas leituras, em especial porque faz menos de duas semanas desde que escrevi. Isso é um choque. Mas não sei se perceberam: eu não disse nada sobre como a recuperação está em relação à comida. Então, gostaria de escrever sobre isso agora. Algum tempo atrás, eu comecei a perder peso mais uma vez. Comecei a cair daquele ponto e, agora, não estou bem. Apesar de ter tentado, não sei qual foi o gatilho. Minha equipe está preocupada. Isso causou muitas sessões de terapia difíceis e minha nutricionista tentou jeitos diferentes de me ajudar, mas nada parece funcionar. Não estou feliz com isso. No último dia no hospital, prometi à psicóloga que tudo ficaria bem. Disse que funcionaria. Minha nutricionista preparou um plano de refeição detalhado e disse ao meu pai que eles deveriam ficar responsáveis por preparar minha comida e ter certeza de que eu comi. Mas as co...

Lições que aprendi em 2017

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Então, hoje foi meu último dia no hospital este ano. Eu quase não dormi ontem à noite porque estava tão ansiosa. Não queria dizer tchau. No ano passado, também foi difícil, mas por outra razão. Eu sabia que não estava pronta para ficar sozinha. Sabia que ainda estava instável, impulsiva demais. Sabia que algo daria errado (e deu). Este ano, é um sentimento completamente diferente: eu não queria dizer tchau porque vou sentir falta da equipe. Aquele lugar se tornou minha segunda casa. Minha equipe se tornou minha amiga. Só nos vemos uma vez por semana, nos falamos uma vez por semana, mas sei que pensam em mim nos outros dias, e eu penso nelas todos os dias, colecionando momentos e sentimentos que eu quero contar a elas. Mais importante, eu valorizo minha honestidade para com elas. Sou aberta. Eu não minto. Acredito em sua boa vontade, confio totalmente nelas. Isso me deixa extremamente vulnerável, e vulnerabilidade é difícil para mim. (Pronta para ir ao hospital e o presen...

Como é viver com anorexia nervosa?

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Ontem eu tentei dar uma resposta curta a esta pergunta. No entanto, como você sabe, respostas curtas quase nunca me satisfazem. Preciso de mais, e meu cérebro não pode parar de pensar em muitas outras palavras que eu poderia ter dito, então decidi escrever esta postagem. Esta é uma visão pessoal da vida com a doença. Lendo meus velhos diários e pensando em como a recuperação é difícil e complexa, percebi que a anorexia é uma vida de medo. Não é medo de ganhar peso ou gordura. É um medo de existir, um medo de viver plenamente, medo de "ocupar espaço", medo de ser um incômodo, medo de ser visto. Você está constantemente se preocupando por não ser bom o suficiente para ter um lugar, merecer um lugar, para merecer sentimentos, para merecer qualquer coisa. Não é sempre sobre "Eu não quero ser gordo". Na verdade, para a maioria das pessoas que eu vi, é mais frequentemente sobre "Eu não quero ser visto", sobre "Quero encolher e desaparecer". Sim...

Pensamentos suicidas, consultas e mudanças

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Esta é uma atualização geral, como eu sei que tenho agido estranho recentemente e as coisas ficaram fora de controle. Apenas alguns posts atrás, eu disse que a anorexia não era mais o maior problema na minha vida, e eu realmente me sentia assim, mas as coisas durante a recuperação acontecem tão depressa. A anorexia não é a questão principal agora, mas ainda está aqui, ainda grita, e ainda afeta como eu sou e lido com as coisas. Hoje, fui ao hospital, como em todas as terças-feiras, mas o dia foi mais ocupado do que o habitual. Eu vi minha terapeuta duas vezes, a psiquiatra, a endocrinologista e também a minha agora ex-nutricionista. Ela está deixando o trabalho e hoje foi uma despedida, mas espero vê-la novamente um dia. Ela é realmente um dos meus seres humanos favoritos e tem uma maneira tão doce de me confortar. Vou sentir falta dela, mas vou continuar acompanhando o trabalho pela página  dela. Como ela disse, a vantagem é que agora podemos ser amigas, em vez d...

Now we are the kids from yesterday

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Eu tenho tido dificuldade em escrever artigos e estou gradualmente transformando este blog em algo mais parecido com um diário. Eu gosto dessa ideia, mas não esperava que este lugar se tornasse uma coisa tão pessoal para mim, mas vamos fazer isso. Depois de chegar ao ponto muito baixo na quinta-feira, decidi fazer algo diferente na sexta-feira, ontem. Eu decidi me desafiar e fazer algo que não fiz em dois anos e dois meses: tirar a guitarra da capa. Depois de muito sofrer, consegui. Segurei-a pela primeira vez. Comecei a chorar. Ninguém sabe o quão difícil foi. Ninguém sabe quanto sofrimento eu tenho passado nos últimos dois anos, o medo de fazer música, o medo de falhar, o medo de me apaixonar por isso outra vez. A música foi uma grande parte da minha vida por dez anos. Eu me dediquei a ela de todo o coração. Era a minha área de escape, o "lugar" onde eu podia ser estranha, selvagem e livre. Pessoas de fora amavam ver isso, mas meus colegas de banda sempre...

Coisas que ganhei com a recuperação

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É muito fácil para mim, na depressão, me perder em pensamentos sobre tudo o que estou perdendo porque estou me recuperando da anorexia nervosa e do transtorno bipolar. Estou perdendo meu corpo magro. Estou perdendo meu peso baixo. Estou perdendo a admiração de pessoas que queriam ser como eu, perdendo a profusão de palavras, minha extrema criatividade, perdendo minha identidade. É assim que me sinto sobre a coisa toda de recuperação certas vezes e é um assunto frequente nas minhas consultas com toda a minha equipe de tratamento. No entanto, eu costumo ouvir delas duas coisas: 1. O que você sente não necessariamente condiz com a realidade; e 2. Coloque na balança: o que tinha antes, o que você tem agora e qual a importância de cada uma dessas coisas para o que você quer da sua vida. Hoje, depois de escrever o post anterior, notei algo: neste dia no ano passado, eu considerei tentar me matar porque, depois de meses caindo cada vez mais fundo, minha família ainda não acre...