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Mostrando postagens com o rótulo motivação

Onde, onde, onde eu estive?

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Cabelo novo que já está velho Três meses sem uma única palavra aqui, uau. Se eu sentar e tentar conceber quanto tempo são três meses, não consigo. De fato, se tentar conceber quanto tempo são duas semanas, não consigo. Tempo se tornou uma noção difícil para mim. Bem, já era, mas costumava ser um vazio completo e eu não me importava; agora, é como se eu estivesse sempre pensando "Eu deveria saber, eu deveria saber" e as palavras formassem um emaranhado de resposta nenhuma. É bem assustador se eu der espaço para isso na minha cabeça. Neste intervalo de três meses, as coisas foram agitadas. Sair de recaídas é um pesadelo. Dói – não há outra palavra, nada mais poético para dizer; simplesmente dói. Mas eu fiz e, pelo menos na minha percepção, minha relação com a comida evoluiu muito. Não sei a equipe pensa. Acham que fiz progresso? Ou que eu não estou fazendo o suficiente? Não faço ideia. Se começar a pensar, fico triste, então é melhor ignorar. Mas eu sinto que progredi....

Quem sou eu sem a anorexia?

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Eu tenho me sentido com muito sono. Talvez seja porque está chuvoso e cinza o dia todo, ou só o meu corpo reagindo ao aumento da quantidade de comida, se é que isso pode acontecer. Eu acho que estou melhorando, mas parece que tenho apenas mantido o meu peso, em vez de ganhar, o que não é bom. Eu estou tentando beber meu suplemento com mais frequência (minha nutricionista me fez rir esta semana quando falou comigo sobre isso, mas foi incisiva: devo beber meu suplemento! Apesar de ter um gosto horrível, sabe.) Tenho pensado muito sobre a anorexia. Sobre como me sinto. Tenho medo de perdê-la? Com medo de deixá-la? Estou preocupada que não saiba quem sou sem ela? São perguntas antigas, perguntas que tinha antes do tratamento, mas que são vocalizadas de vez em quando na terapia. É uma questão importante a ser discutida. E uma questão importante a ser pensada. Tenho pensado muito e... Creio que posso dizer que, com o passar do tempo, estou ficando menos assustada e mais animada. Eu me d...

Encontrei meus amigos na manhã passada

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Este vai ser um post longo. Se quiser algo mais objetivo, aconselho a ir direto para a lista com marcadores ali embaixo! Eu estava ansiosa por ontem. Por um mês inteiro, não consegui parar de pensar em ver a equipe de novo. Muitas vezes, disse a uma amiga: "Não posso fazer isso sozinha, eu preciso delas". Quando as coisas ficaram muito difíceis, não pela comida, mas por causa de certas obsessões que tenho, segurei, com as duas mãos, perto do coração, a turmalina negra que minha nutricionista me entregou. Quando tive que me acalmar e esperar que pensamentos ruins passassem, fingi falar com a psicóloga. E minha psiquiatra sempre estava por aqui, para me lembrar de que não vou voltar para a enfermaria psiquiátrica toda vez que me senti assustada e ansiosa por causa disso (o que aconteceu muitas, muitas vezes). A verdade é que são, como meu pai e eu falamos algumas vezes desde há alguns meses, realmente anjinhos na minha vida. Confio nelas tão inteiramente. Sei que não...

Lições que aprendi em 2017

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Então, hoje foi meu último dia no hospital este ano. Eu quase não dormi ontem à noite porque estava tão ansiosa. Não queria dizer tchau. No ano passado, também foi difícil, mas por outra razão. Eu sabia que não estava pronta para ficar sozinha. Sabia que ainda estava instável, impulsiva demais. Sabia que algo daria errado (e deu). Este ano, é um sentimento completamente diferente: eu não queria dizer tchau porque vou sentir falta da equipe. Aquele lugar se tornou minha segunda casa. Minha equipe se tornou minha amiga. Só nos vemos uma vez por semana, nos falamos uma vez por semana, mas sei que pensam em mim nos outros dias, e eu penso nelas todos os dias, colecionando momentos e sentimentos que eu quero contar a elas. Mais importante, eu valorizo minha honestidade para com elas. Sou aberta. Eu não minto. Acredito em sua boa vontade, confio totalmente nelas. Isso me deixa extremamente vulnerável, e vulnerabilidade é difícil para mim. (Pronta para ir ao hospital e o presen...

Coisas que ganhei com a recuperação

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É muito fácil para mim, na depressão, me perder em pensamentos sobre tudo o que estou perdendo porque estou me recuperando da anorexia nervosa e do transtorno bipolar. Estou perdendo meu corpo magro. Estou perdendo meu peso baixo. Estou perdendo a admiração de pessoas que queriam ser como eu, perdendo a profusão de palavras, minha extrema criatividade, perdendo minha identidade. É assim que me sinto sobre a coisa toda de recuperação certas vezes e é um assunto frequente nas minhas consultas com toda a minha equipe de tratamento. No entanto, eu costumo ouvir delas duas coisas: 1. O que você sente não necessariamente condiz com a realidade; e 2. Coloque na balança: o que tinha antes, o que você tem agora e qual a importância de cada uma dessas coisas para o que você quer da sua vida. Hoje, depois de escrever o post anterior, notei algo: neste dia no ano passado, eu considerei tentar me matar porque, depois de meses caindo cada vez mais fundo, minha família ainda não acre...

Onde estou agora na minha recuperação

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Esta será uma atualização de como minha vida tem sido recentemente e as mudanças que têm acontecido, porque eu percebi que tenho evitado falar sobre mim aqui por medo de influenciar as pessoas a verem a minha recuperação como um modelo ou um padrão, quando, na verdade, não acho que exista um padrão de recuperação. Não há diretrizes claras sobre onde ir e tudo depende de sua vontade de aceitar o desafio e seguir o que te dizem para fazer. De certa forma, eu achava humilhante. Fazer o que outras pessoas me dizem? Como uma criança? Como alguém que não consegue pensar sozinho? Eu sempre amei a ideia de ser "eu mesma". A verdade é que, durante os primeiros meses, mesmo antes de começar a ver o resto da equipe e só vendo a psiquiatra, mas também nos primeiros meses com a equipe, e até agora, ocasionalmente, tenho lutado com o medo de perder a minha identidade. Acho que todo mundo se recuperando de uma doença mental tem esse medo, medo de perder a si mesmo, de não mais ...

Coisas que tenho aprendido com a recuperação e o tratamento

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Eu comecei meu tratamento psiquiátrico em maio e o tratamento com o resto da equipe em outubro. Não é muito tempo se eu pensar sobre isso de uma perspectiva externa, mas muito mudou, tantos passos foram tomados, tantas coisas diferentes eu aprendi até agora, que é quase como se fosse uma vida inteira de distância. Eu quero compartilhar algumas coisas que eu aprendi com minha equipe e com minhas próprias meditações através do processo. Primeiro, iniciar o tratamento não é igual a abrir mão do controle da sua própria vida . Eu estava aterrorizada, com medo de perder o controle sobre a minha vida, de ser dita o que fazer, ter que seguir as regras de outra pessoa. Apesar de todas as minhas limitações, sempre gostei de pensar que eu era independente e fazia as coisas da maneira que eu gostava. No entanto, com o tratamento e todo o processo de recuperação, acabei compreendendo que a ideia anterior de independência que eu tinha era uma falsa realidade. Eu não era indepen...

Como me desafiei nas festas de fim de ano

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Passar pelas festas do final do ano lidando com um transtorno alimentar é extremamente difícil. Eu me lembro de como foi o Natal em 2015. Eu estava na casa da minha avó, sentada sozinha no quarto dela durante todo o dia, enquanto todos os outros estavam na sala, comendo pudim, bolo e panetone. Eu ganhei bombons da senhora para quem eu trabalhava, mas dei para meus primos e irmãos em vez de comê-los. Não foi um dia feliz para mim, e eu temia como o Natal seria em 2016. Como escrevi antes, eu fiquei sozinha em casa no dia 25. Foi minha escolha, para evitar ter que responder perguntas sobre minha doença, meu tratamento e meu peso, e para evitar ouvir comentários que me deixariam triste. Foi minha escolha, e não foi uma escolha fácil de fazer. Não conseguia dormir porque não conseguia parar de pensar nisso. Eu não conseguia decidir. Mas de manhã, eu decidi que precisava colocar minha saúde mental em primeiro lugar. Eu conversei comigo mesma e entendi que, dependendo do que eu ...